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Na defesa das populações atingidas pelas barragens

Em reunião extraordinária da Assembleia Municipal, os 39 deputados aguiarenses aprovaram por unanimidade a “Atribuição de compensações financeiras aos municípios afectados pela construção das grandes barragens” e, nos equipamentos previstos para a região do Alto Tâmega, o território de Vila Pouca de Aguiar é dos mais envolvidos nos aproveitamentos hidroeléctricos do Alto Tâmega, Daivões e Gouvães.
Os deputados municipais decidiram, a 23 de Julho, aprovar uma proposta em que é requerido um terço do valor da contrapartida financeira entregue ao Estado com investimentos a fazer na região do Alto Tâmega e que “a gestão seja feita pelos municípios sem intermediação de quaisquer agência de desenvolvimento regional”.
A Assembleia Municipal deliberou também a inscrição de 2,5% da energia produzida ao ano pelos respectivos aproveitamentos hidroeléctricos, bem como assegurar todas as condições para que as barragens permitam, com toda a segurança, um aproveitamento turístico nas áreas envolvidas.
A proposta dos deputados delibera ainda que o Estado e as empresas concessionárias assegurem o cumprimento das medidas que visam minorar os prejuízos junto das populações directamente atingidas e que integram os municípios com barragens. Os prejuízos verificados com a construção das barragens em termos de contaminação de solos e águas, redução significativa de rendimentos em diversos sectores de actividade, alteração de património natural e histórico, entre outras perdas, têm de ser compensados com sustentabilidade social para as próximas gerações. A conclusão da construção das barragens está prevista para 2018, tem um tempo útil de 65 anos e a concessão é da Iberdrola que entregou ao governo cerca de 300 milhões de euros. 



2010-07-27
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